sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Gata e poderosa, Nalini Narayan conta mais sobre suas vivências e sexo

 1 - Primeiramente, qual a diferença entre amor e sexo na tua opinião?

 Todo sistema totalitário difunde a ideia de que o sexo seria algo degradado e que o amor é algo nobre para transformar a todos em massa de manobra para o trabalho e a guerra. Nem todos podem praticar sexo livremente e fazer escolhas por química sexual, então cria-se a fantasia da "linda história de amor romântica (e sem química)" para consolar casais que estão unidos por convenção social e não por transgredirem preconceitos. O amor maior entre os seres humanos sempre vai existir (todos tem dois olhos e uma boca), mas criar relações adultas a partir de encontros sexuais intensos não é para qualquer um.


 2- Você considera o sexo importante numa relação?


  Considero fundamental, mas é claro que com o tempo tudo se ajusta de uma maneira mais calma e sem paixão. O dia-a-dia transforma tudo em repetição, cabe ao casal renovar isso ou mudar de prioridade, ter coisas em comum, uma religião, filhos, um propósito político ou a caridade e compaixão em geral. Eu optei por movimentar as minhas relações a partir da liberação sexual e da entrada de novos romances e aventuras que apimentam o casamento, abrindo possibilidades com simplicidade e sem hipocrisia social.

 3 - Em relação aos ensaios de nudez, conta como é fazer, se sente a vontade?

 Gosto do nu. Gosto da nudez na arte. Não penso que eu tenha de ter o "corpo ideal" para ser excitante, tudo é uma questão de como você se vê. Eu, particularmente, tenho uma grande autoestima e me vejo como alguém muito atraente para além dos meus atributos físicos. Isso em si é algo que os homens (e até as mulheres) consideram uma característica das pessoas charmosas. Todos podem ter seu brilho pessoal reconhecido de diferentes formas, mas alguns artistas são simplesmente icônicos para a maioria de nós e foi com a intenção de homenagear as musas do cinema, as pinups, as cantoras, as divas eternas do imaginário popular que fiz o nu artístico para o meu livro. A intenção da minha obra é promover a cultura.


 4 - Qual o motivo que você decidiu participar das festas regadas a sexo livre ?

 Sempre tive curiosidade em relação ao outro, de modo a me misturar na multidão. Orgia pode ser uma pratica de exibicionismo, mas também paradoxalmente pode revelar a personalidade de um tímido. Pela minha extrema fragilidade e sensibilidade(emocional e artística) mergulhei na noite paulistana e no sexo grupal para chegar diretamente ao outro sem rodeios de sedução burguesa que é algo que me incomoda, prefiro me entregar a ter de viver um personagem sedutor numa mesa de bar. Não gosto de clima de lobo mau dando em cima de mim também, gosto de amizades que podem ou não culminar no sexo.
 5 - Você gosta de preliminares no sexo?

 Gosto de preliminares, mas isso depende do grau de intimidade que tenho com um homem, com meu marido gosto devagar, rapidinha e variadas formas, mas um homem que não tenha tanta potência não pode dispensar preliminar.

 6 - Você já fez sexo em algum lugar muito diferente ?

 Já fiz sexo anônimo ao ar livre,mas tudo isso foram brincadeiras com amigas e amigos junto, nunca estive sozinha nesses momentos e as pessoas selecionadas também eram vigiadas para não ultrapassarem limites de celebração e não levarem para uma agressão. O espírito da vida é o do elo universal de respeito entre as pessoas. Também fiz na rua, em esquinas escuras... talvez o estranho não seja o local, mas o fato de eu sequer saber o nome da pessoa, o que pode ser interessante também. A partir da máxima "Amai-vos uns aos outros", eu me permiti amar ao próximo como a mim mesma dessa maneira mais do que radical.

  7 - Conta algum momento picante que você já vivenciou.

Olha, acho uma delícia transar com homens diferentes numa mesma noite mas nunca houve uma conotação de violência, os homens sempre têm uma atitude carinhosa comigo . E eles também acharam toda a minha conduta e maneira de ser mega excitante. É um fluxo sutil, suave de contato sensual e romper com a noção de proibido. No meu mundo tudo é poético, tudo é permitido. É como um sonho encantado fazer tudo que quero e ainda receber carinho e admiração de todo mundo e do meu harém.

 8 - Você teve sua primeira vez cedo ?

 Minha primeira vez foi com meu primeiro namorado que foi meu primeiro marido, acho que foi tarde aos 19 anos. Mas houve uma primeiríssima vez com uma mulher... aos 16 anos... foi válido, mas não me conectou tanto quanto o desejo masculino.

 9 - Quando alguém te pergunta algo de sensualidade, é normal pra você falar?

 Não (risos). Fico com vergonha! Nem me acho sensual, me acho natural. Acho legal fantasiar e realizar a fantasia, mas sem a neura de ter de viver todas as experiências do mundo ao mesmo tempo. Quando falo em harém, evidentemente, não é uma proposição realista, pois não existe um compromisso cobrado. O que existe é o deleite do gozo exacerbado, sem limites. O êxtase de uma vida singular.

 10 - Nalini by Nalini. Como você se descreve em algumas palavras? 

 Nalini by Nalini, Nalini é Vênus, a deusa do amor, é também uma escritora engajada, uma atleta da linguagem, uma bailarina do sexo, a musa da orgia, mas acima de tudo é alguém que se constrói a cada dia, um camaleão andrógino, um ícone de beleza que une oriente e ocidente, a voz daqueles que não têm voz, a mulher feminista, a magia da entrega sensual, a religião do gozo, um sonho que se transforma em realidade.
 Foto 8  - Nalini e a amiga Miss Cristiane Kampa.
 Foto 9 - Nalini   posando para a grife da artista plástica Christina Oiticica (esposa de Paulo Coelho)
 Foto 10 - Nalini com a Bianca Jahara.

Redes sociais da Nalini: 

Livro Aventuras Sexuais de Nalini N.

Nalini N.



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